
História do Chocolate
História e Evolução do chocolate
História do chocolate depende da história do cacau e os primeiros vestígios de consumo de cacau datam de há 5.500 anos, no Equador na cultura Maia.
Daí foi-se espalhando para o noroeste do novo México, os Estados Unidos da América, por volta de 1000 d.C. que deu ao cacau a importância que lhe foi atribuída pelas Civilizações Mesoamericanas, para quem o cacau era mais do que um mero alimento, tinha também peso simbólico e cultural.
Do ponto de vista europeu, tudo começou precisamente com Hernán Cortés que tomou contacto com o cacau e lhe entendeu a relevância. Em 1554, os Frades Dominicanos levaram uma delegação ao então Príncipe Felipe de Espanha, fazendo-se acompanhar de cacau. Logo a Corte espanhola se enamorou e o consumo do chocolate se generalizou, sobretudo entre a nobreza e o clero.
Durante o período Barroco, o chocolate era servido em todas as refeições. Em todos os banquetes e refeições era servido este néctar. A conotação religiosa e sagrada dos Maias e dos Astecas perdeu-se por completo e o chocolate era apreciado única e exclusivamente pelo seu sabor, textura e propriedades energéticas.
À medida que a produção de cacau aumentou, em virtude da crescente exportação, juntamente com a revolução industrial e a crescente mecanização dos processos de produção, os preços baixaram consideravelmente, tornando o chocolate uma bebida de consumo acessível a toda a população.
A industrialização do processo de produção do chocolate desempenhou um papel fundamental na democratização do seu consumo, nomeadamente: o desenvolvimento de formas de conservação, nomeadamente o papel de alumínio das embalagens; o surgimento da prensa hidráulica. Em 1847, criou-se a primeira tablete de chocolate e, mais tarde, em 1875 o chocolate de leite. Surgiu, assim, o chocolate, no seu estado sólido, como resultado do contributo de muitas pessoas, ao longo de vários séculos.
No início do século XX foi muito atribulado, tendo sido marcado por 2 Grandes Guerras de escala Mundial, que haveriam de mudar a História da Humanidade para sempre e, com isso, a história e relação do chocolate com o Homem. As consequências foram devastadoras em todo o mundo. Durante este período, os consumos eram racionados e o chocolate era apreciado maioritariamente pelos seus benefícios como suplemento alimentar, nomeadamente nas rações dadas às forças militares.
Contudo, após a recuperação das consequências deixadas pela guerra, viveu-se um período de grande prosperidade. A procura dos consumidores, que havia sido reprimida até então, alimentou um crescimento económico excecionalmente forte.
O mercado do chocolate sofreu uma grande revolução, tanto do lado da oferta, como da procura. Esta prosperidade, aliada a outros avanços tecnológicos, levou a que o chocolate fosse considerado um bem aspiracional e de consumo imediato, merecendo inclusive lugar em museus um pouco por todo o mundo. O Museu do Chocolate no Porto chama-se The Chocolate Story.
Não deixo de tomar a devida nota da história da Nestlé e o chocolate branco que passo a descrever:
Henrich Nestlé e o chocolate branco
Henrich Nestlé (1814-1890) nasce em Frankfurt. A sua família é originária da região da Swabia, na Alemanha, onde o termo "Nestlé", no dialeto local, significa "pequeno ninho de pássaro".
Em 1833, Nestlé, muda-se para Vevey, na Suíça, e começa a produzir "farine lactée", um alimento para bebés que resultava da mistura do leite com farinha de trigo e de mais fácil digestão.
Em 1874, Nestlé vende a empresa aos sócios e reforma-se. Alguns anos mais tarde, em 1913, a empresa Nestlé começa a produzir chocolate e, em 1929, completou na integra a fusão com a empresa suíça Peter, Cailler e Kohler.
A Nestlé foi ainda responsável pela invenção do chocolate branco, em1936, comercializado durante várias décadas pelo nome de Galak. Preserve o planeta. Ele é o único que tem chocolate!
